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Fonte: Mundo do Marketing

O ano de 2018 será lembrado como um divisor no que diz respeito às discussões sobre Big Data, privacidade e proteção de dados pessoais, com a entrada em vigor da GDPR na Europa e a Lei de Proteção de Dados brasileira. Essas resoluções trarão impactos na operação de aplicativos móveis, sites e plataformas de mobile Marketing que atuam diretamente com a coleta, análise e utilização de dados pessoais. Empresas incapazes de proteger os dados de seus clientes, seja por descaso ou falta de capacidade técnica, não serão mais competitivas.

A nova lei brasileira, por exemplo, cria obrigações para qualquer pessoa ou empresa que colete informações, em ambiente virtual, que possam identificar alguém. Trata também dos chamados “dados sensíveis”, aqueles sobre questões étnicas, estado de saúde e preferências e orientações políticas, sexuais ou religiosas. O projeto de lei conta com 65 artigos, um dos quais estabelece que a lei tem 18 meses para entrar em vigor após sua aprovação. A lei deve gerar um grande ônus às empresas do setor, principalmente as menores, por conta da necessidade de adaptação que a legislação impõe.

Quem se adequar de maneira mais rápida e eficiente, com certeza, levará vantagem na disputa por mercado. “As empresas que quiserem ter negócios sérios e sustentáveis precisam fazer dessas mudanças prioridade – até porque as adaptações envolvem muitos stakeholders, definições de novos processos, desenvolvimentos técnicos e vários outros fatores”, conta Céline Craipeau, Especialista em privacidade de dados da Tradelab na França, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ela e Essio Floridi, Diretor Geral da Tradelab no Brasil, falaram em entrevista sobre as principais mudanças, os desafios, o prazo para as empresas se adaptarem e até sobre o escândalo da Cambridge Analytica. Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Mundo do Marketing – A Lei de Proteção de Dados é nova no mundo e nos deixa em um nível de igualdade com as legislaturas que regulam o direito de acesso e as empresas do ramo. Quais são as maiores dificuldades que as empresas enfrentarão? E quais são os desafios?

Céline Craipeau: Em um primeiro momento, as empresas precisarão investir em privacidade e isso pode aparecer como um custo extra, como, por exemplo, a contratação de um DPO (Data Protection Officer), o armazenamento desses dados em um lugar seguro, a parceria com parceiros qualificados. O desafio maior, nesse contexto, é descobrir a melhor forma de implementar essas mudanças. Para as empresas que funcionam com a coleta de cookies, pensar em maneiras adequadas de coletar e armazenar dados vai ser decisivo.

Essio Floridi: A privacidade está se tornando, cada vez mais, um ponto vital para tudo o que se relaciona ao Big Data. As regulações de um mercado são feitas para impor limites às suas ações e isso causa um impacto inicial, já que requer que os processos sejam repensados ou até abandonados. Por outro lado, é altamente estimulante, pois nos convida, como prestadores de serviço, a entregar mais valor ao que comercializamos – para os anunciantes a para os internautas.

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